By Ingrid Vieira Moraes,

Pompéia: a cidade italiana petrificada pelo vulcão Vesúvio

06 agosto By Ingrid Vieira Moraes - Brazil 0 Comments


A cidade de Pompéia fica perto da baía de Nápoles, na Itália, e em 79 d.C. foi enterrada sob as cinzas vulcânicas do Monte Vesúvio, deixando cerca de 2.000 pessoas presas na terrível catástrofe. Descoberta em 1748, a cidade é hoje o maior sítio arqueológico do mundo aberto para visitações.

São pessoas do mundo inteiro que querem ver de perto as ruínas da cidade e alguns corpos petrificados que continuam no local e impressionam os visitantes. Cerca de 2,5 milhões de pessoas visitam Pompéia, por ano, o que faz dessa antiga cidade romana um dos 10 pontos turísticos mais visitados da Itália.

Me acompanhe e conheça curiosidades sobre Pompéia e sobre o Vesúvio, que está apenas adormecido e é considerado o vulcão mais perigoso do mundo. Vem comigo!! 


VESÚVIO AINDA É O VULCÃO MAIS PERIGOSO DO MUNDO

O Monte Vesúvio continua sendo o único vulcão ativo na Europa continental, e está apenas adormecido. De acordo com cientistas, o Vesúvio tem cerca de 17.000 anos e já entrou em erupção cerca de 100 vezes. A última foi em 1944, durante o auge da Segunda Guerra Mundial, destruindo os aviões de bombardeiros dos EUA a poucos quilômetros de distância. 

Antes da erupção do Vesúvio, os romanos não sabiam da existência de vulcões. O nome vulcão surgiu apenas após a catástrofe de Pompéia e deriva da palavra Vulcano, o deus romano do fogo e da forja. Ele estava inativo por mais de 1.800 anos e por isso os habitantes de Pompéia não sabiam do risco que corriam. Só que, atualmente, mais de 3 milhões de pessoas vivem nas redondezas do Monte Vesúvio, o que faz dele o vulcão mais perigoso do mundo.

Preocupados com a situação, o governo italiano incentiva as pessoas a mudarem de local, mas hoje a própria Pompeia já tem cerca de 26 mil habitantes e eles não querem sair do lugar. Resta ao governo manter a região bem monitorada para que uma nova catástrofe não volte a acontecer.


CURIOSIDADES SOBRE A ANTIGA POMPÉIA

1 – Sobre os corpos petrificados

Os corpos petrificados são a principal atração, mas há um detalhe importante sobre eles.

Quando Giuseppe Fiorelli comandava as escavações em Pompéia, ele percebeu alguns vazios que continham restos humanos. A sorte foi que ele entendeu que o material vulcânico cobriu os corpos dos mortos, fazendo uma camada de revestimento sólido em torno deles e que, à medida em que o corpo e a roupa foram se deteriorando, um espaço vazio era deixado.

Fiorelli notou que os “vazios” representavam a forma exata de cada cadáver na hora de sua morte, e então desenvolveu a técnica de injetar gesso nesses espaços para recriar as formas das vítimas da tragédia.

Graças a ele, mais de 1.000 moldes foram feitos, trazendo à tona os últimos gestos de habitantes de Pompéia na terrível catástrofe. Uma recriação que impressiona os visitantes e alimenta a popularidade da antiga Pompéia.




Muitos se emocionam ao ver as recriações de gesso das pessoas se agarrando umas às outras à medida que a catástrofe se aproximava, mas uma das recriações que mais emocionam é a do cãozinho tentando se proteger.  


Se vendo as imagens já é emocionante, imagine pessoalmente!!

2 – Erupção sem lava

A erupção do Monte Vesúvio foi incomum, ela não teve lava e outras características associadas aos vulcões, mas envolveu um gás superaquecido que se estendeu pelo ar. Ela teve cem mil vezes mais energia térmica do que foi lançada no bombardeio de Hiroshima!

A erupção durou dois dias. A manhã do primeiro dia foi considerada normal pela única testemunha a deixar registros escritos: Plínio, o Jovem.  Ele estava em Nápoles, do lado oposto da Pompéia, e testemunhou a erupção de uma distância segura, deixando um relato valioso sobre os aspectos da erupção.

No segundo dia uma gigantesca coluna de magma e cinzas de 27 quilômetros de altura se formou. Horas depois, uma chuva de pedras superaquecidas começou a cair sobre a cidade.

Erupções similares são chamadas de 'Plinianas' pelos vulcanólogos como reconhecimento dos registros deixados por Plínio, o Jovem.

Segundo pesquisas, Pompéia tinha cerca de 20 mil habitantes e se localizava a cerca de 8 km de distância do Vesúvio. Herculano, cidade menor e mais rica, tinha 4 mil habitantes e se situava a 7 km.




 
3 - Pompéia só foi atingida por culpa do vento

Veja que interessante: se a erupção tivesse ocorrido em qualquer outro dia, o povo de Pompéia teria sobrevivido!

Geralmente, o vento soprava na direção sudoeste, que teria levado o ar e as pedras superaquecidas em direção a Baía de Nápoles. Mas naquele dia fatídico o vento soprava na direção noroeste, em direção a Pompéia.

É o que é!!...

4 - Pompéia foi descoberta antes, mas foi enterrada novamente!

Em 1599, durante a escavação de um canal subterrâneo, foram descobertas e desenterradas algumas paredes cobertas com pinturas e inscrições. Porém, o arquiteto Domênico Fontana as cobriu novamente e Pompeia permaneceu desconhecida.

Existem algumas teorias sobre o fato de Fontana ter enterrado as pinturas. A mais relevante é a de que ele achou alguns dos frescos eróticos e os cobriu como um ato de censura, ou para preservação para os tempos posteriores.

Depois disso, a cidade teve que esperar mais 150 para ser descoberta pela segunda vez, nas escavações que começaram em 1748.


5 – Unidos até a morte

Os dois corpos entrelaçados permaneceram intactos sob os escombros de Pompéia durante anos. A imagem nos remete a um casal apaixonado que permaneceram juntos até a morte, e é uma das recriações mais conhecidas. 

Por algum tempo os corpos ficaram conhecidos como o “abraço das donzelas”, porém, recentemente, uma tomografia digital e testes de DNA revelaram que se tratam de dois homens e não duas mulheres. Foi constatado também que não há nenhum grau de parentesco entre os dois rapazes.

Na verdade, não se sabe ao certo se eram um casal enamorado ou apenas amigos compartilhando um triste fim. Uma coisa é certa, a imagem impressiona e nos leva a pensar naquele triste e fatídico dia.

Para saber mais sobre Pompéia, confira esse documentário. Está bem interessante!!



No mais, recomendo que você leve garrafa de água e use roupa e calçado confortável, pois a caminhada é longa e é interessante que você conheça ao menos os pontos principais, destacados no mapa distribuído no local. 

No meio das ruínas há algumas bicas de água potável onde os turistas podem se refrescar e encher a garrafinha de água. No verão, o calor é bastante intenso. Uma pausa para um lanche também é recomendável!!


Até o próximo post!! Próximo destino: Roma!! Até lá!!

By Ingrid Vieira Moraes


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