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Conheça sete alimentos que turbinam o cérebro


 Felizmente, os cientistas têm obtido cada vez mais evidências de que o estilo de vida exerce um papel importantíssimo na melhora das funções cerebrais e na prevenção das doenças neurodegenerativas, caso do Alzheimer. A alimentação é um capítulo à parte nessa linha de defesa.

Uma dieta equilibrada é extremamente bem-vinda ao cérebro, mas, para facilitar nossa missão de fazer boas escolhas no mercado e à mesa, listamos aqui sete alimentos que, integrados a uma rotina saudável, nutrem os neurônios e ajudam a preservar a memória e outras capacidades cognitivas.

1) Frutas vermelhas

Esses frutinhos deliciosos são ricos em compostos de ação antioxidante e anti-inflamatória e, assim, protegem nosso cérebro contra danos do envelhecimento. Para tanto, devem ser consumidos regularmente. Fazem parte do time morango, amora, uva, framboesa, mirtilo…

As provas de seus benefícios foram esmiuçadas em uma revisão de estudos feita por pesquisadores americanos que engloba tanto experimentos em ratinhos como trabalhos com seres humanos.

Em roedores idosos, observou-se, por exemplo, que o consumo prolongado de frutas vermelhas reduz o estresse oxidativo e a inflamação no cérebro, o que defende os neurônios diante das placas beta-amiloide — que se acumulam no cérebro de quem tem Alzheimer, destruindo as conexões entre as células e elas próprias. Na experiência, as cobaias que ingeriram frutas vermelhas também se saíram melhor em testes de memória espacial e de reconhecimento de novos objetos.

Em dois estudos com gente como a gente, homens e mulheres mais velhos, que já apresentavam problemas iniciais de memória, receberam doses diárias de suco de uva tinto ou suco de mirtilo ao longo de 12 semanas. Resultado: ganhos nos testes de memória verbal e espacial, na comparação com quem ingeriu bebidas sem os frutos de verdade.

O ideal é fazer as frutas vermelhas marcarem ponto na alimentação toda semana. Se estiverem caras ou fora da estação, vale apostar nas versões congeladas, que também oferecem esses efeitos positivos.

2) Amendoim

Se você não for alérgico a esse alimento, dá para consumi-lo com frequência (só evitando, claro, porções exageradas). Ele é rico em gorduras boas, vitaminas e minerais caros ao cérebro. Além disso, sua casquinha contém resveratrol, a mesma substância protetora encontrada no vinho e no suco de uva. A vantagem do amendoim é que ele representa uma alternativa mais acessível.

Um trabalho de revisão recente aponta que o resveratrol é particularmente benquisto pelo cérebro. Ele está associado à proteção contra Alzheimer, Parkinson e até tumores cerebrais.
Lembre-se apenas de priorizar sempre a versão mais natural, sem sal e aditivos. É essa que traz o combo mais proveitoso à cabeça.

3) Folhas escuras

Couve e outras verduras de folhas escuras devem fazer parte da rotina alimentar. Isso porque nos ajudam a manter adequados os níveis de vitamina K. Pesquisas sugerem que essa vitamina também tem afinidade especial pela defesa do cérebro. Uma revisão de literatura científica publicada no periódico Frontiers in Neurology elenca pelo menos seis estudos diferentes que chegaram à mesma confusão: um elo entre a deficiência do nutriente e a redução da capacidade cognitiva em pessoas acima dos 65 anos.

Um trabalho conduzido no Canadá demonstrou que idosos com bons níveis de vitamina K no sangue apresentavam melhor performance em testes de memória verbal. Portanto, a memória agradece se você incluir no prato couve, espinafre, almeirão e companhia.

Mas é preciso conversar com o médico antes se você tiver algum problema de coagulação e tomar certos medicamentos que atuam nesse processo. Como a vitamina K afeta a coagulação sanguínea, alguns ajustes no consumo deverão ser feitos e orientados caso a caso.

4) Açafrão (ou cúrcuma)

Um dos componentes dessa especiaria é a curcumina, um polifenol com comprovados efeitos antioxidante e anti-inflamatório. Com menos radicais livres e inflamação na área, o cérebro fica menos sujeito a processos degenerativos mais comuns com a idade.

Um estudo divulgado na revista científica Nutritional Neuroscience indica que o consumo frequente de polifenóis pode inclusive induzir o desenvolvimento de novos neurônios, além de ajudar a combater a depressão. O efeito se estende até ao estresse crônico e suas repercussões cerebrais. Em experimento com ratos, o uso da curcumina reverteu problemas associados ao estresse nos neurônios.
Em humanos, também já foi demonstrado que o consumo regular de curry, tempero indiano que contém cúrcuma, está relacionado a uma melhor atividade cognitiva.

Nesse momento, novos estudos clínicos são realizados para nos dar um entendimento mais amplo da atuação dessa especiaria no cérebro e de como devemos utilizá-la para potencializar seus benefícios. Só cabe uma conversa com o médico antes de adotar a cúrcuma de vez na rotina. Isso porque ela pode interagir com alguns medicamentos.
Embora já existam suplementos à base desse ingrediente, o mais recomendado por ora é investir no tempero mesmo. Compre uma marca confiável e adicione a suas receitas.

5) Iogurte e kefir

Falamos agora dos alimentos fermentados, aqueles que ofertam bactérias bem-vindas ao nosso organismo. Crescem as evidências de que não só resguardam o intestino, mas também surtem resultados positivos no cérebro.

Pesquisadores europeus descobriram, por exemplo, que o consumo regular de bebidas fermentadas melhora a qualidade do sono e do humor em adultos saudáveis, o que, direta ou indiretamente, repercute na memória e em outras habilidades cognitivas.

Outro estudo, esse publicado no Journal of Functional Foods, constatou que a ingestão de uma bebida fermentada aperfeiçoou a performance cognitiva de idosos saudáveis, comparados com aqueles que não consumiram o produto.

Devido às cada vez mais exploradas conexões entre saúde intestinal e cerebral, podemos dizer que vale a pena incluir iogurte, kefir e/ou leites fermentados na rotina.

6) Nozes

Sabemos que o grupo das oleaginosas (ou nuts) zela pelo bem-estar do cérebro, mas, em meio a esse time, as nozes merecem destaque. São ricas em ômega-3, uma gordura especialmente proveitosa para os neurônios, e substâncias de ação antioxidante e anti-inflamatória.
Segundo uma revisão publicada no The Journal of Nutrition, o consumo de nozes favorece a formação de novos neurônios e ainda contribui para a comunicação entre os já existentes. Além disso, otimiza a eliminação de toxinas que podem perambular pelo cérebro. A ingestão diária de uma porção parece turbinar particularmente a memória verbal.

Além disso, a inclusão das nozes dentro de um cardápio de estilo mediterrâneo (isto é, com frutas, verduras, legumes, azeite, peixes, vinho etc) está associada a uma redução em 46% no risco de sofrer um AVC. Não é tarefa de outro mundo investir em um punhado no dia a dia, né?

7) Peixes

Não é de hoje que se reconhece que o consumo de pescados é uma maravilha para o cérebro. Além da proteção contra doenças neurodegenerativas, surgem cada vez mais provas de que peixes ricos em ômega-3 ajudam a prevenir e reduzir significativamente sintomas de depressão — de modo mais rápido do que se imaginava.
Um estudo divulgado no periódico Psychiatry Research demonstrou que a suplementação com ômega-3 por 21 dias já foi suficiente para abrandar ou reverter alguns casos de depressão. Surpreendentemente, 67% dos pacientes que tomaram ômega-3 na pesquisa não apresentavam mais sinais de depressão no final do experimento.
Vale ressaltar que não se propõe substituir remédios prescritos pelo ômega-3, ok? Existem situações que não podem ser controladas com suplementos ou mesmo alimentos. Assim, tudo deve ser conversado com o psiquiatra, que receitará as condutas de acordo com a situação.

O que nos interessa aqui é que nem sempre se precisa recorrer às cápsulas para ampliar a cota de ômega-3 no organismo e beneficiar o cérebro. O consumo de qualquer peixe pelo menos uma vez por semana é o suficiente para ampliar o volume de massa cinzenta, segundo estudiosos americanos e europeus. E, se o peixe for rico em ômega-3, seu consumo pode resultar em ganhos na memória que usamos para o trabalho, por exemplo.

Entre os peixes campeões em ômega-3, podemos citar o salmão, a sardinha, o atum…

Recado final

Os alimentos que elencamos ajudam a compor qualquer dieta saudável. Mas eles não funcionam como remédio. Por isso, e especialmente se você já tem algum problema neurológico ou psiquiátrico, sempre alinhe as recomendações com as orientações do seu médico. E nunca pare o tratamento prescrito.

* Tailise Souza é PhD em biologia molecular pela Universidade de Warwick, no Reino Unido, e pesquisadora na área de envelhecimento

10 Dicas de Vida Saudável e Alimentação para Jovens


Comer é um dos melhores prazeres da vida, e é também uma ação necessária para a nossa sobrevivência, por isso saber o que comer, e preferir alimentos de verdade, saudáveis e nutritivos, é essencial para uma verdadeira qualidade de vida

Na puberdade (meninas em torno de 10 anos e meninos em torno de 12) acontece um aumento de apetite. A gente brinca dizendo que o jovem come muito pois está na "fase do crescimento". Na verdade, devido ao aumento do metabolismo e das alterações hormonais, é natural o jovem ter mais apetite e por isso é fundamental se alimentar corretamente para não desenvolver obesidade e nem problemas de saúde.

Com tanta oferta de alimentos gordurosos e fast-food, muitos jovens abusam de alimentos hipercalóricos  como salgadinhos, doces, refrigerantes e frituras. É a fase de muitas idas a lanchonetes, pizzarias e sorveterias... são muitas tentações, não é mesmo? 

Nesta fase, o metabolismo ainda ajuda, queimando boa parte desta gordura, mas muitos jovens já começam a sofrer com obesidade, por conta do excesso de alimentos ruins e do sedentarismo, e muitos outros irão acumular problemas para o futuro, afetando sua saúde.

Por isso, eu trouxe dez dicas para orientar os jovens em relação a vida saudável e alimentação, pois comer é muito bom e não precisa se tornar um martírio em nossa vida... nem na adolescência, e nem nunca! 

Vamos às dicas?

1 - Beba muita água! 



A água hidrata o nosso corpo e também nos alimenta. Muitas vezes seu corpo está com sede e não com fome. Beba água potável de qualidade, água de coco, chás, água saborizadas, água com limão  (em restaurantes, prefira água com gelo e sumo de limão, pois o limão é alcalinizante, ou seja, é maravilhoso para te manter saudável). 

Beba pelo menos 8 copos de 200 ml de água por dia. Eu mantenho quatro garrafinhas de 500 ml na geladeira e procuro beber duas de manhã e duas a tarde, e assim consigo beber os 2 litros de água recomendado. Ajude a natureza e recicle, usando garrafinha de água mineral. Basta higienizá-las e enchê-las, todos os dias com a água do filtro ou do garrafão de água mineral.

2 - Ainda sobre líquidos, ELIMINE DE SUA VIDA: refrigerantes, sucos artificiais (de caixinha), toda e qualquer bebida industrializada. 

Se for beber suco, beba suco de verdade, da fruta ou de polpa. 

Eu sei que esta é uma parte difícil, pois são tantas opções e elas são tão gostosas, não é mesmo? Mas o quanto antes você cortar estes itens de sua vida, melhor!

3 - Leites e derivados.



Se não tiver intolerância à lactose, beba leite e/ou derivados (iogurte, queijo, entre outros) pelo menos duas vezes ao dia. E experimente leites vegetais, como de amêndoas, castanhas e o leite de coco. De preferência, feitos em casa, para não terem conservantes. 




4 - Aprenda a entender o seu corpo.

Os médicos recomendam 5 ou 6 refeições ao dia: café da manha, almoço, jantar e lanches saudáveis nos intervalos, mas só coma se estiver com fome. Aprenda a entender o seu corpo e não fique se enchendo de comida só porque "está na hora de comer". 

Também não fique sem comer nada pois como diz o dito popular: saco vazio não fica em pé!



5 - Alimentação colorida e variada é sinônimo de alimentação saudável. Por isso, consuma diariamente frutas, verduras e legumes de sua preferência e variando as cores, pois cada uma delas representam propriedades nutricionais e todas são importantes. 



6 - Evite salgadinhos, biscoitos recheados, sanduíches, macarrão instantâneo, balinhas, doces e sorvetes, pois são ricos em sal, açúcar e gordura, que em excesso podem prejudicar a sua saúde.

Uma coisa é consumi-los uma vez por semana, no "dia do lixo", outra é comer todos os dias. 

Experimente lanches e doces low carb, são deliciosos e muito mais saudáveis. 

7 - Escolha alimentos saudáveis nos lanches da escola, em casa e nos momentos de lazer. Estas opções existem, basta você ficar atento a elas e cobrar para que cresça a oferta de melhores lanches para a sua saúde, e estética!

Como já disse no item anterior: experimente lanches e doces low carb, são deliciosos e muito mais saudáveis. Eles vão te surpreender e seu corpo vai te agradecer!!




8 - Não fique horas em frente a TV ou computador. Movimente-se! Pratique esporte e brincadeiras à moda antiga, como pular corda, pula-pula, caminhada e corrida. Faça aulas de dança, são divertidas e maravilhosas para a saúde!



9 - Não consuma bebidas alcoólicas! É crime vender bebidas alcoólicas para menores de idade... se é crime vender, também é crime comprar... e também é crime consumir. Simples assim! Ok? 




10 - Se além da saúde, você também está preocupado com a parte estética, que também é importante, para manter, perder ou ganhar peso procure sempre orientação de um profissional de saúde (ortomolecular, endocrinologista e nutricionista).

Quem ama, cuida. Você se ama? Então, também se cuide!

Mindful Eating: o prazer de comer sem neutras e sem efeito sanfona



O Mindful Eating é um conjunto de técnicas baseadas em práticas que nos ajuda a termos atenção plena no momento em que nos alimentamos, estabelecendo uma relação saudável com a comida, sem estress e sem ficarmos pensando em calorias ou na lista de benefícios, mas sim sentindo o alimento, pois as neuras e a falta de atenção nos ajudam a engordar.

A verdade é que, no corre corre do dia a dia, a gente não consegue se concentrar no ato de comer, o que faz com que não percebamos os sinais do nosso corpo, comendo mais do que o necessário, além de não saborearmos os alimentos, deixando de aproveitar o momento da refeição como um momento essencial em nossa vida. Não um momento para se empaturrar de comida ou de engolir alimentos, e sim para saborear e aproveitar um dos melhores prazeres da vida, que é comer.


FIM DO EFEITO SANFONA

Aprender a comer com atenção plena, portanto, é um caminho duradouro e seguro para estabelecer uma melhor relação com o corpo, com a comida e com a balança e não um fim. O mindful eating é uma mudança de paradigma.

Hoje, os números da obesidade estão alarmantes. Mas pior que os números da obesidade, estão as estatísticas sobre o emagrecimento. Os estudos retrospectivos mostram que a chance de você emagrecer e se manter magro hoje, com as abordagens que estão sendo usadas de dieta restritiva só funcionam para 1% das pessoas.

Isto porque as dietas nos levam a uma relação de amor e ódio com a comida e a culpa de comer nos leva a compulsão alimentar. O sentimento de culpa por ter “saído da dieta” em uma refeição, acaba nos levando ao comer sem controle exatamente pela sensação de fracasso, e assim entramos num círculo vicioso que nos prende ao conhecido efeito sanfona.

No mindful eating uma garfada se trata apenas daquela garfada, sem muitas neuras que nos estressam e não levam a lugar nenhum. Não existe “sair da dieta” mas sim aproveitar cada segundo de um alimento de forma satisfatória, para que a saciedade e a satisfação venha antes e ninguém precise de um final de semana de compensação e penalidade que nos martiriza e somente perpetua o ciclo restrição-compulsão... emagrece-engorda... Chega!!


4 PASSOS PARA COMER COM ATENÇÃO PLENA

1) Sentar para comer as refeições

É importante se sentar e comer a comida. Algumas pessoas ficam na frente da geladeira ou despensa e beliscam a comida. Este é um hábito que você pode evitar, porque você pode se desconcentrar enquanto você está comendo.

Muitos comem no sofá, na mesa de trabalho, ou até mesmo dirigindo... Use a mesa para fazer suas refeições e aproveite o momento, como faziam as famílias, antigamente. Que tal?

2) Manter os lanches no prato

É aconselhável sempre colocar seus lanches no prato em vez de comê-los diretamente no saco ou caixa. Isso irá ajudá-lo a reconhecer o quanto e o que você vai comer.

Essa simples prática ajuda a manter atenção ao que você consome.



3) Nada de multitarefa enquanto come

Largue quaisquer distrações como TV, tablete e celular enquanto come, porque se você está distraído enquanto come torna-se difícil de recordar a quantidade de alimento que você consumiu e o seu corpo para comer mais.

É momento de saborear a comida... de deleitar-se com os sabores... de degustar... Portanto, aproveite o momento.

4) Coma a quantidade certa de alimentos para você

Relembre cuidadosamente, antes de uma nova refeição o que você comeu, quando você comeu e quanto você comeu. Você pode não estar com fome e no entanto estar comendo devido ao tédio, enquanto assiste TV por exemplo. O ideal é comer a quantidade certa de alimentos, sentindo quando está satisfeito, ou seja, nem comer em excesso e nem comer muito menos.

Experimente usar esta tabela abaixo e mantenha-se entre o 3 e o 7.


Eu sei que não é fácil adotar novos hábitos, mas também sei que adotar bons hábitos vale a pena. Por isso, espero que você possa aproveitar as sugestões. Assim como eu também farei!!


A Dieta da mente: Como funciona, Cardápio e Dicas


Para o neurologista e nutricionista dos Estados Unidos, David Perlmutter, os carboidratos, principalmente aqueles que são encontrados em alimentos que possuem glúten, não somente provocam o aumento do peso como também matam o cérebro lentamente.

Ele é o idealizador da Dieta da Mente, que foi detalhada em seu livro chamado “A Dieta da Mente: a surpreendente verdade sobre o glúten e os carboidratos – os assassinos silenciosos do seu cérebro”, publicado pela editora Paralela.


Como funciona a dieta da mente? 

O método proposto pelo americano considera até os grãos integrais, tidos como saudáveis, e seus derivados, como vilões, e determina um alto consumo de gorduras e libera a ingestão de alimentos ricos em colesterol

A proposta de Perlmutter é o retorno a dieta do período Paleolítico, com um cardápio composto por 75% de boas gorduras, 20% de proteínas e 5% de carboidratos. Para ele, problemas como depressão, doenças degenerativas como o Alzheimer e enxaqueca são resultados do potencial inflamatório de bebidas e alimentos com glúten como cerveja, pães, bolos e biscoitos.

O médico acredita que os carboidratos, que são açúcares, estão altamente associados ao surgimento de distúrbios cognitivos. Além disso, baseando-se no fato de que pessoas com diabetes do tipo 2 possuem maiores chances de desenvolver a doença de Alzheimer, ele afirma que o problema é uma nova espécie de diabetes, devido à relação que ele atribui entre o distúrbio e os carboidratos.

Quanto ao alto consumo de gorduras, a dieta da mente prega que não há problemas, caso elas não estejam acompanhadas da ingestão de carboidratos. Para o americano, os carboidratos também trazem um processo de oxidação no organismo. Quando o LDL – também chamado de colesterol ruim – oxida, ele provoca o acúmulo de gorduras nas artérias.

Outras premissas do programa alimentar são: fazer jejuns com duração de 24 a 72 horas e consumir suplementos como cúrcuma, ácido alfa-lipóico, DHA, resveratrol, vitamina D, probióticos e óleo de coco como maneira de auxiliar a melhoria das funções cerebrais.

O sono também é um aspecto que recebe atenção do médico. Para ele, é importante manter hábitos regulares de sono, identificar elementos que atrapalham dormir, alimentar-se em horários regulares e jantar três horas antes de se deitar, tomando cuidado com as comidas difíceis de serem digeridas.

Perlmutter também aconselha fazer um pequeno lanche antes de dormir porque a hipoglicemia (diminuição dos níveis de açúcar no sangue) pode causar insônia, tomar cuidado com estimulantes como produtos ricos em cafeína e deixar o quarto confortável, silencioso e livre de aparelhos eletrônicos que estimulam os olhos e o cérebro.


Cardápio da dieta da mente

Em seu livro, David Perlmutter traz algumas opções de cardápio para as refeições do dia a dia. Confira:

Café da manhã

Fritada de queijo gruyére e queijo de cabra ou;
Omelete com óleo de coco, cebola, tomate, pimenta, abacate e salsinha ou;
Mix com nozes moídas e sem sal, coco ralado, frutas vermelhas e leite integral ou leite de amêndoas.

Almoço ou jantar

Frango ao limão ou;
Frango ao vinagrete de mostarda ou;
Peixe assado ao Chardonnay (vinho branco) ou;
Filé glaceado ao vinagre balsâmico ou;
Costela bovina com cebolas, cenouras, aipo, alho, farinha de amêndoas, pimenta, azeite de oliva, molho de tomate, vinho tinto italiano, laranja-baía, tomilho e salsinha ou;
Carpaccio de atum com cebola roxa, salsinha e pimenta rosa ou;
Bife de Wagyu (boi de origem japonesa) com couve-de-bruxelas, alecrim, alho, pimenta, caldo de galinha e azeite de oliva ou;
Sardinhas grelhadas com tomate, rúcula e queijo pecorino ou;
Pargo-vermelho (peixe de carne branca) com aipo, azeitona preta, pepino, abacate, tomate amarelo, azeite de oliva, limão e vinagre de vinho tinto ou;
Gazpacho de iogurte e abobrinha com peito de frango marinado ao açafrão ou;
Sopa de tomate e repolho roxo;
Salmão com cogumelos, alho, azeite de oliva, chalotas, gengibre, óleo de gergelim e coentro ou;
Cordeiro grego ao limão ou;
Frango assado ou;
Peixe ao endro e limão siciliano ou;
Sopa de brócolis com creme de castanha de caju.

Opções de saladas 

Salada de ervas variadas ao vinagre balsâmico ou;
Salada niçoise com tomate, pimentão verde, cebolinha, rúcula, ovos cozidos, peixe cozido, anchovas, azeitonas pretas, ervilhas, manjericão e pepino ao vinagrete ou;
Salada verde com queijo de cabra, nozes torradas sem sal, mirtilo, óleo de amêndoas, vinagre balsâmico ou vinho tinto, mostarda e pimenta ou;
Salada de rúcula ao limão com queijo parmesão ou;
Salada de couve com queijo feta, pimentão assado, azeitona preta, alcachofra e molho de leitelho.

Opções de acompanhamentos 

Legumes da estação assados ou;
Vagem ao molho de alho ou;
Cuscuz de couve-flor ou;
Espinafre cozido com azeite de oliva, alho, limão siciliano e pimenta desidratada.

Além disso, os alimentos que integram o grupo das gorduras saudáveis, das proteínas, dos vegetais, das frutas e legumes com pouco açúcar e das ervas, temperos e condimentos podem ser consumidos livremente. No entanto, a preferência é que eles sejam orgânicos e integrais.

Já itens como grãos sem glúten, legumes como feijão, lentilhas e ervilhas, cenoura e chirívia, frutos doces integrais como as frutas vermelhas, leite de vaca e nata, queijo cottage, iogurte e kefir, adoçante estévia natural, chocolate com pelo menos 70% de teor de cacau e vinho tinto podem ser ingeridos com moderação.

A dieta da mente entende como moderação o consumo de quantidades pequenas desses alimentos e bebidas uma vez por dia ou de duas a três vezes por semana.

Você sabia que uma alimentação saudável pode afetar diretamente na nossa felicidade? Confira!

 

Você sabia que uma alimentação saudável pode afetar diretamente na nossa felicidade? E uma alimentação fraca em nutrientes pode causar um desequilíbrio bioquímico, afetando diretamente a nossa saúde mental e podendo ocasionar alguns transtornos mentais e emocionais.

Alimentação saudável é crucial para mantermos o bom funcionamento do nosso cérebro. Uma dieta equilibrada impacta o humor, a felicidade e a saúde de forma integral.

Mesmo já estando conscientes do impacto positivo que uma dieta balanceada e rica em nutrientes causa em nosso corpo, tanto estética quanto fisicamente, acabamos ignorando o fato de que nossas escolhas alimentares também têm um impacto em nossa saúde mental.

Não estamos falando da felicidade instantânea (e de curta duração), que resulta de satisfazer um desejo ou comer aquele chocolate ou uma bela porção de batatas fritas com queijo, do qual sabemos que podemos nos arrepender. Falamos aqui dos alimentos que contêm substâncias que atuam no organismo de forma que realmente afetam nosso humor.

Ao optar por consumir alguns desses alimentos todos os dias e tomar uma decisão consciente e ponderada de incluí-los em nossas refeições, podemos ter um impacto positivo em nosso nível de felicidade.

Combustível para o cérebro

Imagine o cérebro como um motor em constante funcionamento. Para se manter ligado, o motor precisa de combustível. Porém, este não pode estar adulterado ou ser de má qualidade, sob risco de fazer o motor parar.

Da mesma forma, os alimentos são como combustíveis para nosso cérebro, que está sempre “ligado”. A escolha de maus alimentos comprometem o funcionamento adequado do cérebro. 

Ele é o órgão responsável por cuidar dos pensamentos e movimentos. Coordena os sentidos, a respiração, os batimentos cardíacos, trabalhando duro 24/7, até mesmo enquanto estamos dormindo. Isso significa que nosso cérebro requer o suprimento constante de bons nutrientes.

Simplificando, o que comemos afeta diretamente a estrutura e a função cerebral e, finalmente, nossa saúde mental. Por isso, comer alimentos de alta qualidade, que contêm muitas vitaminas, minerais e antioxidantes nutre o cérebro e o protege do estresse oxidativo – o “desperdício” (radicais livres) produzido quando o corpo usa oxigênio, e que pode danificar as células.

Assim, para manter nosso nível de felicidade (que inclui equilíbrio emocional, físico e mental) precisamos de “combustível premium”. Manter uma alimentação saudável, baseada em comida natural, é algo que requer um certo esforço e atenção da nossa parte.

Portanto, se você chegou até aqui, prossiga com a leitura para conferir qual a melhor forma de alimentar seu corpo e sua mente!

Como criar um hábito de alimentação saudável?

Trazer o hábito da alimentação saudável para nossa rotina não é tão difícil quanto parece. Assim, garantimos a energia necessária para manter as funções cerebrais em ordem, o que impactará diretamente nas sensações de bem-estar e felicidade. Veja o que fazer e o que evitar para uma dieta mais saudável:

Comer frutas e legumes todos os dias

Adicionar uma porção de frutas ou vegetais na sua alimentação diária aumentará seu nível felicidade. Pesquisas concluíram que indivíduos que não comiam praticamente frutas ou vegetais e passaram a comer cerca de oito porções por dia, tiveram um aumento equivalente em sua felicidade a uma pessoa desempregada que conseguiu um novo emprego.

Eliminar alimentos processados

Alimentos altamente processados ​​são ricos em gorduras e açúcares, mas pobres em nutrientes. E muitos desses nutrientes que foram retirados dos alimentos ultraprocessados ​​são os mesmos que nosso cérebro precisa para desenvolvimento, crescimento, saúde e função normal.

Sem eles, nossa saúde cerebral fica comprometida e, consequentemente, nosso humor sofre alterações negativas. Um estudo recente, com mais de 7 mil adolescentes australianos, mostrou que, depois de eliminar todos os outros fatores em potencial, os jovens com dietas pouco ou nada saudáveis, ​​contendo as maiores quantidades de alimentos processados, ​​tinham 79% mais chances de sofrer de depressão.

Substituir as gorduras trans por gorduras saudáveis

Nem todas as gorduras são iguais e nem todas são vilãs, como a maioria das pessoas acredita. No entanto, os danos fisiológicos que podem ser causados ​​ao nosso corpo por gorduras trans já foram bem documentados. Mas há também pesquisas que mostram que as gorduras trans podem ser igualmente prejudiciais à nossa saúde mental e à nossa felicidade.

Pesquisas descobriram que o consumo de gorduras trans teve uma forte correlação com um aumento nos níveis de depressão, podendo chegar a 42% ao longo de seis anos.

Por outro lado, foram encontradas associações inversas com gorduras saudáveis, as chamadas gorduras monoinsaturadas, poliinsaturadas e (especificamente) o azeite. Essa simples mudança na dieta nem exige comer menos gordura, apenas substituir a gordura prejudicial pela benéfica.

Adicionar mais ômega-3 à dieta

Existem gorduras que fazem parte de uma alimentação saudável e que, ao invés de abolir, precisamos fazer um esforço para incluir propositadamente na dieta. Essas gorduras são, especificamente, aquelas ricas em ácidos graxos ômega-3 DHA e EPA.

Essas gorduras extremamente benéficas podem ser encontradas em alimentos integrais, frutos do mar, peixes e carnes, além de laticínios e ovos.

O ômega-3 também pode estar presente em alguns vegetais e sementes, como cânhamo, linhaça, chia e algas marinhas. A inclusão de várias porções de qualquer um desses alimentos em nossa dieta semanal tornará a alimentação mais saudável e fará maravilhas, não apenas para a saúde do coração, mas também para o humor e o nível de felicidade.

Nutrientes essenciais para uma alimentação saudável

Existem vários nutrientes que podem contribuir para melhorar a saúde do cérebro, bem como o humor. Devemos garantir uma alimentação saudável consumindo a quantidade suficiente destes nutrientes todos os dias, para maximizar nossos níveis de felicidade da maneira mais fácil possível: estando conscientes sobre o que escolhemos comer.

Lembrando também que uma alimentação saudável impacta diretamente na hidratação da sua pele, no brilho dos seus cabelos e até na força das suas unhas! Ou seja, uma dieta balanceada traz resultados também para a sua autoestima.

Por Tatiana Pimenta, do Vittude.

Brasil: País da oportunidade no Turismo de Natureza, pós pandemia

 


A pandemia mudou muitos dos nossos hábitos. Entre eles, nossas preferências turísticas.
 
Visitar roteiros com natureza, ar puro e belezas naturais está entre as prioridades depois de tantas quarentenas. Além de viagens de carro, para evitar aglomerações em aeroportos.
 
Com isso, o turismo interno tem crescido e o Brasil também deverá estar entre os países mais visitados por todo o mundo no pós pandemia, afinal, temos uma das maiores biodiversidades do mundo, com cenários paradisíacos e fauna e flora únicas.















Ecoturismo no Brasil só tende a crescer
 
Muitos estrangeiros já valorizavam as riquezas do país. De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil foi o destino escolhido por cerca de 19 milhões de estrangeiros nos últimos três anos, sendo a maior parte (18,6%) para o ecoturismo.
 
Além disto, o brasileiro vem redescobrindo o Brasil e vendo o quanto nosso país é, de fato, lindo e precisa, sim, ser mais valorizado, divulgado e ter, cada vez mais, melhorias na estrutura turística.
 
O Brasil é a bola da vez no turismo, e o brasileiro vem endossando nosso país como destino turístico obrigatório, aproveitando as viagens tanto em hotéis e pousadas como em locação de temporada, que também tem crescido no país.
 




Brasil: País da oportunidade no Turismo
 
O Ministério do Turismo criou o selo “Turismo Responsável”, onde são respeitadas normas sanitárias, com protocolos de segurança. “Apesar de toda a pandemia, o Nordeste, por exemplo, teve recorde de ocupação nas praias em novembro e dezembro de 2020, e janeiro de 2021. Os aeroportos de Ilhéus, Porto Seguro e Alagoas tiveram até congestionamento de jatinhos. O Brasil tem a segunda maior frota de jatos particulares no mundo”, disse Gilson Machado, ministro do Turismo.
 
“Os roteiros com natureza são os mais procurados e temos uma demanda reprimida que, sem dúvida, vai colocar o Brasil entre um dos países mais procurados, em todo o mundo. Prova disto é que temos 147 novos hotéis sendo construídos, com mais de USD 1,5 bilhões de dólares em investimentos. Estamos certos que o Brasil é o pais das oportunidades no turismo”, afirmou o ministro.
 
Eu também acredito nisto! E você?
 
Marcia Cruz
Jornalista, Coach, Editora do Luk, do Dicas Bem Viver e da Conexão Nordeste