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10 Tendências para o Mundo Pós-Pandemia do Convid-19



Por Clayton Melo*

Consumir por consumir sai de moda, trabalho remoto, atuar mais no coletivo com colegas de empresas, ou vizinhos do bairro. A Covid-19 vai rever valores e mudar hábitos da sociedade. Sim, a Covid-19 mudou nossas vidas. Não estou falando aqui simplesmente da alteração da rotina nesses dias de isolamento, em que não podemos mais fazer caminhadas no Minhocão ou ir aos nossos bares e restaurantes preferidos. Sim, tudo isso mudou nosso cotidiano — e muito. Mas o meu convite para você é para pensarmos nas mudanças mais profundas, naquelas transformações que devem moldar a realidade à nossa volta e, claro, as nossas vidas depois que o novo coronavírus baixar a bola. Por isso talvez seja melhor mudar o tempo verbal da frase que abre este texto e dizer que o coronavírus vai mudar as nossas vidas. Mas como? Que cenários prováveis já começam a emergir e devem se impor no mundo pós-pandemia?



O mundo pós-pandemia será diferente

Entender que mundo novo é esse é importante para nos prepararmos para o que vem por aí. Porque uma coisa é certa: o mundo não será como antes, conforme nos alertou o biólogo Átila Iamarino.

“O mundo mudou, e aquele mundo (de antes do coronavírus) não existe mais. A nossa vida vai mudar muito daqui para a frente, e alguém que tenta manter o status quo de 2019 é alguém que ainda não aceitou essa nova realidade”, disse nesta entrevista para a BBC Brasil Átila, que é doutor em microbiologia pela Universidade de São Paulo e pós-doutor pela Universidade Yale. “Mudanças que o mundo levaria décadas para passar, que a gente levaria muito tempo para implementar voluntariamente, a gente está tendo que implementar no susto, em questão de meses”, diz ele.

Pandemia marca o fim do século 20

Ainda nessa linha, havia uma visão entre especialistas de que faltava um símbolo para o fim do século 20, uma época altamente marcada pela tecnologia. E esse marco é a pandemia do coronavírus, segundo a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, professora da Universidade de São Paulo e de Princeton, nos EUA, em entrevista ao Universa.

“[O historiador britânico Eric] Hobsbawm disse que o longo século 19 só terminou depois da Primeira Guerra Mundial [1914-1918]. Nós usamos o marcador de tempo: virou o século, tudo mudou. Mas não funciona assim, a experiência humana é que constrói o tempo. Ele tem razão, o longo século 19 terminou com a Primeira Guerra, com mortes, com a experiência do luto, mas também o que significou sobre a capacidade destrutiva. Acho que essa nossa pandemia marca o final do século 20, que foi o século da tecnologia. Nós tivemos um grande desenvolvimento tecnológico, mas agora a pandemia mostra esses limites”, diz Lilia.

Coronavírus, um acelerador de futuros

Vários futuristas internacionais dizem que o coronavírus funciona como um acelerador de futuros. A pandemia antecipa mudanças que já estavam em curso, como o trabalho remoto, a educação a distância, a busca por sustentabilidade e a cobrança, por parte da sociedade, para que as empresas sejam mais responsáveis do ponto de vista social.

Outras mudanças estavam mais embrionárias e talvez não fossem tão perceptíveis ainda, mas agora ganham novo sentido diante da revisão de valores provocada por uma crise sanitária sem precedentes para a nossa geração. Como exemplos, podemos citar o fortalecimento de valores como solidariedade e empatia, assim como o questionamento do modelo de sociedade baseado no consumismo e no lucro a qualquer custo.

A vida depois do vírus será diferente”, disse ao site Newsday a futurista Amy Webb, professora da Escola de Negócios da Universidade de Nova York. “Temos uma escolha a fazer: queremos confrontar crenças e fazer mudanças significativas para o futuro ou simplesmente preservar o status quo?

Futuro Pós-Pandemia: Efeitos do coronavírus devem durar quase dois anos

As transformações são inúmeras e passam pela política, economia, modelos de negócios, relações sociais, cultura, psicologia social e a relação com a cidade e o espaço público, entre outras coisas.

O ponto de partida é ter consciência de que os efeitos da pandemia devem durar quase dois anos, pois a Organização Mundial de Saúde calcula que sejam necessários pelo menos 18 meses para haver uma vacina contra o novo. Isso significa que os países devem alternar períodos de abertura e isolamento durante esse período.

Diante dessa perspectiva, como ficam as atividades de lazer, cultura, gastronomia e entretenimento no centro e em toda a cidade durante esse período? O que mudará depois? São questões ainda em aberto, mas há sinais que nos permitem algumas reflexões.

Para entender essas e outras questões e identificar os prováveis cenários, procurei saber que tendências os futuristas, pesquisadores e bureaus de pesquisas nacionais e internacionais estão traçando para o mundo pós-pandêmico. A partir dessas leituras e também de um olhar para as questões que dizem respeito ao centro de São Paulo e à vida urbana em geral, fiz uma lista com algumas dessas tendências, que você pode ler a seguir.



Confira as 10 tendências para o mundo pós-pandemia

1. Revisão de crenças e valores

A crise de saúde pública é definida por alguns pesquisadores como um reset, uma espécie de um divisor de águas capaz de provocar mudanças profundas no comportamento das pessoas. “Uma crise como essa pode mudar valores”, diz Pete Lunn, chefe da unidade de pesquisa comportamental da Trinity College Dublin, em entrevista ao Newsday.

“As crises obrigam as comunidades a se unirem e trabalharem mais como equipes, seja nos bairros, entre funcionários de empresas, seja o que for… E isso pode afetar os valores daqueles que vivem nesse período —assim como ocorre com as gerações que viveram guerras”.

Já estamos começando a ver esses sinais no Brasil —e no centro de São Paulo, com vários exemplos de pessoas que se unem para ajudar idosos, por exemplo.

2. Menos é mais

A crise financeira decorrente da pandemia por si só será um motivo para que as pessoas economizem mais e revejam seus hábitos de consumo. Como diz o Copenhagen Institute for Futures Studies, a ideia de “menos é mais” vai guiar os consumidores daqui para frente.

Mas a falta de dinheiro no momento não será o único motivo. As pessoas devem rever sua relação com o consumo, reforçando um movimento que já vinha acontecendo. “Consumir por consumir saiu de ‘moda’”, escreve no site O Futuro das Coisas Sabina Deweik, mestre em comunicação semiótica pela PUC e pesquisadora de comportamento e tendências.

O outro lado desse processo é um questionamento maior do modelo de capitalismo baseado pura e simplesmente na maximização dos lucros para os acionistas. “O coronavírus trouxe para o contexto dos negócios e para o contexto pessoal a necessidade de revisitar as prioridades. O que antes em uma organização gerava resultados financeiros, persuadindo, incentivando o consumo, aumentando a produção e as vendas, hoje não funciona mais”, diz Sabina.

Hoje, faz-se necessário pensar no valor concedido às pessoas, no impacto ambiental, na geração de um impacto positivo na sociedade ou no engajamento com uma causa. Faz-se necessário olhar definitivamente com confiança para os colaboradores já que o home office deixou de ser uma alternativa para ser uma necessidade. Faz-se necessário repensar a sociedade do consumo e refletir o que é essencial.”

3. Reconfiguração dos espaços do comércio

A pandemia vai acentuar o medo e a ansiedade das pessoas e estimular novos hábitos. Assim, os cuidados com a saúde e o bem-estar, que estarão em alta, devem se estender aos locais públicos, especialmente os fechados, pois o receio de locais com aglomeração deve permanecer.

“Quando as pessoas voltarem a frequentar espaços públicos, depois do fim das restrições, as empresas devem investir em estratégias para engajar os consumidores de modo profundo, criando locais que tragam a eles a sensação de estar em casa”, diz um relatório da WGSN, um dos maiores bureaus de pesquisas de tendências do mundo.

Eis um ponto de atenção para bares, restaurantes, cafeterias, academias e coworkings, que devem redesenhar seus espaços para reduzir a aglomeração e facilitar o acesso a produtos de higiene, como álcool em gel. Os espaços compartilhados, como coworkings, têm um grande desafio nesse novo cenário.

4. Novos modelos de negócios para restaurantes

Uma das dez tendências apontadas pelo futurista Rohit Bhatgava é o que ele chama de “restaurantes fantasmas”, termo usado para descrever os estabelecimentos que funcionam só com delivery. Como a possibilidade de novas ondas da pandemia num futuro próximo, o setor de restaurantes deve ficar atento a mudanças no seu modelo de negócios, e o serviço de entrega vai continuar em alta e pode se tornar a principal fonte de receita em muitos casos.

5. Experiências culturais imersivas

Como resposta ao isolamento social, os artistas e produtores culturais passaram a apostar em shows e espetáculos online, assim como os tours virtuais a museus ganharam mais destaque. Esse comportamento deve evoluir para o que se pode chamar de experiências culturais imersivas, que tentam conectar o real com o virtual a partir do uso de tecnologias que já estão por aí, mas que devem se disseminar, como a realidade aumentada e virtual, assistentes virtuais e máquinas inteligentes.

De acordo com o estudo Hype Cycle, da consultoria internacional Gartner, as experiências imersivas são uma das três grandes tendências da tecnologia. Destacamos aqui a área cultural, mas isso também se estende a outros setores, como esportes, viagens a varejo, conforme indica o relatório A Post-Corona World, produzido pela Trend Watching, plataforma global de tendências.

6. Trabalho remoto

O home office já era uma realidade para muita gente, de freelancers e profissionais liberais a funcionários de companhias que já adotavam o modelo. Mas essa modalidade vai crescer ainda mais. Com a pandemia, mais empresas —de diferentes portes— passaram a se organizar para trabalhar com esse modelo. Além disso, o trabalho remoto evita a necessidade de estar em espaços com grande aglomeração, como ônibus e metrôs, especialmente em horários de pico.

7. Morar perto do trabalho

Essa já era uma tendência, e morar no centro de São Paulo se tornou um objeto de desejo para muitas pessoas justamente por conta disso, entre outros motivos. Mas, com o receio de novas ondas de contágio, morar perto do trabalho, a ponto de ir a pé e não usar transporte público, deve se tornar um ativo ainda mais valorizado.


8. Shopstreaming

Com o isolamento social, as lives explodiram, principalmente no Instagram. As vendas pela Internet também, passando a ser uma opção também para lojas que até então se valiam apenas do local físico. Pois pense na junção das coisas: o shopstreaming é isso. Uma versão Instagram do antigo ShopTime.

Considerado por diferentes futuristas como uma tendência já há alguns anos, agora esse recurso deve ganhar impulso, segundo a Trend Watching. “A recente crise fez o mercado chinês de transmissão ao vivo crescer ainda mais, e esse mix de entretenimento, comunidade e comércio eletrônico aumentará no mundo todo”, diz a consultoria. Fica a dica para os lojistas do Centro de São Paulo!

9. Busca por novos conhecimentos

Num mundo em constante e rápida transformação, atualizar seus conhecimentos é questão de sobrevivência no mercado (além de ser um prazer, né?). Mas a era de incertezas aberta pela pandemia aguçou esse sentimento nas pessoas, que passam, nesse primeiro momento, a ter mais contato com cursos online com o objetivo de aprender coisas novas, se divertir e/ou se preparar para o mundo pós-pandemia. Afinal, muitos empregos estão sendo fechados, algumas atividades perdem espaço enquanto outros serviços ganham mercado.

10. Educação a distância

Se a busca por conhecimentos está em alta, o canal para isso daqui para frente será a educação a distância, cuja expansão vai se acelerar. Neste contexto, uma nova figura deve entrar em cena: os mentores virtuais. A Trend Watching aposta que devem surgir novas plataformas ou serviços que conectam mentores e professores a pessoas que querem aprender sobre diferentes assuntos.

*Clayton Melo é jornalista e analista de tendências e curador cultural em A Vida no Centro | Instagram @claytonmelo | Twitter @clayton_melo

Mais uma Genial Inovação com a assinatura de Helcio Hime!



Não bastasse ser o inventor de diversas tecnologias de impacto global como os Sistemas de Gestão Integrados (ERPs) para Microcomputadores e os softwares de compactação de memória através de sua multipremiada empresa HIME Informática; das dezenas de prêmios que possui como escritor (inclusive o considerado Nobel da Literatura Infanto-Juvenil: o Prêmio Hans Christian Andersen do Governo Dinamarquês), do talento incomensurável como Cantor, Tradutor e Artista; Hime inovou mais uma vez durante a quarentena criando o método de ensino de idiomas MISTER HIME!

Aproveitou o tempo que sobrou devido a pausa temporária nas reuniões presenciais e criou uma tecnologia de ensino única que já está revolucionando o ensino de idiomas.

Todos podem se beneficiar com o Mètodo MISTER HIME, desde iniciantes, até professores doutores.

Um dos cursos de maior sucesso é o "Cantando & Aprendendo", onde o aluno aprende a cantar e simultaneamente a falar Inglês, Francês, Espanhol, Italiano (e se for o caso Português para os estrangeiros)É divertidíssimo e aprende-se rapidamente sem perceber que se está estudando!
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Já para os estudantes de nível intermediário ou avançado há a fórmula "Talk Native" que elimina rapidamente o sotaque estrangeiro ao falar um idioma!

Também há a opção do curso para os que desejam se profissionalizar como Tradutores e fazerem serviços de RSI (Remote Simultaneous Interpreting - Interpretação Simultânea Remota).

Para os que amam literatura há o "Tradução Literária" e "Traduzindo Shakespeare".

De quebra Hime ainda lançará brevemente um livro que tem tudo para ser um grande Best Seller, contando como emagreceu 25 kg com o regime que ele mesmo criou! E a gente, aqui no DBV, vai querer saber todos os detalhes!!

Maiores informações sobre o Mètodo MISTER HIME podem ser obtidas pelo e-mail adm@hime.com.br ou pelo Whatsapp (21) 99617-6886.

Aplicação de tecnologia ao direito no “novo normal”


Luiz Eduardo da Silva*

É notório que cresce a interferência da tecnologia no mundo do Direito, sendo prova disso as lawtechs, que demonstram transformação efetiva no cenário jurídico. 

Os processos eletrônicos, as videoconferências, e o trabalho “home office” ou remoto são alguns dos exemplos destas mudanças. É importante, contudo, ressaltar que a tecnologia não vai substituir as pessoas.

Se formos analisar o que ocorrer por conta do momento em que vivemos, onde o isolamento é guia seguro para que as pessoas se mantenham saudáveis e não transmitam a Covid19, é nítido que as transformações já se tornam visíveis e definitivas para os dias vindouros.

No caso do advogado, por exemplo, que se acostumou a tomar decisões simples, baseado no que a lei permitia ou não, é agora obrigado a compartilhar uma decisão plural com desenho de vários cenários, que leva em conta o perfil do cliente ou do negócio envolvido, tendo que produzir o chamado conteúdo jurídico.

De maneira efetiva, deve inserir as chamadas softskills no seu contexto, ou seja, desenvolver novas habilidades e agregar conhecimentos de outras áreas, como finanças, gestão de pessoas, marketing, dentre outras e ainda preocupar-se com visão multidisciplinar dos conflitos que surgirem.

E na verdade toda a comunidade jurídica acabará influenciada, como inclusive vem ocorrendo no STF como o robô Victor, em fase de testes, e que serve de base para novos conceitos do Direito e da Justiça, onde termos como jurimetria, parametrização, volumetria e algoritmos passarão a integrar a linguagem cotidiana do operador de direito.

As bases que o direito digital estão introduzindo, as regras do Lei Geral de Proteção de Dados, levarão sem dúvida a novos patamares de atuação, onde a prioridade deve ser uma combinação de humanizar relações ajustando práticas colaborativas, e tornando claro o benefício econômico atrelado a disputa, tudo numa linguagem clara, e preferencialmente num ambiente que envolva respeito à vontade das partes, com alternativas eficazes de acesso à justiça.



A resolução de conflitos em ambiente digital – as chamadas ON LINE DISPUT RESOLUTION – passam a ser alternativas que envolvem celeridade, segurança, sigilo e flexibilização de custos, estes desde a economia de locomoção das partes envolvidas.


E o “novo normal” exigirá do profissional ligado do Direito, mais que nunca, aliar postura humanizada diante do conflito, e atentar para uso de habilidades onde aliará técnica jurídica, tecnologia e conceitos multidisciplinares, de natureza econômica principalmente, onde ser especialista não significa ser monotemático.


* LUIZ EDUARDO DA SILVA

Advogado, árbitro, Presidente do INSTITUTO DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM DO ALTO TIETE e da COMISSÃO DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM DA OAB MOGI DAS CRUZES SP.



Receita: Arroz com legumes


Hoje a gente traz a receita de Arroz com Legumes, para você dar uma caprichada no cardápio e sair da mesmice. Ele é fácil de fazer e fica muito gostoso!!

INGREDIENTES:

1 xícara de arroz
1 xícara de brócolis fresco ou congelado
3 colheres de azeite
Uma cenoura média
Uma xícara de grãos de milho
1/2 xícara de feijão cozido
1/3 de xícara de champignons em pedaços
150 g de abobrinha
1/2 colher (de café) de alho em pó
2 colheres de shoyu
Sal a gosto

MODO DE PREPARO:

Ferva numa panela 2 xícaras de água com sal. Adicione o arroz quando a água estiver fervendo e tampe a panela. Diminua o fogo ao mínimo e cozinhe por 20 minutos.

Enquanto o arroz cozinha, corte as abobrinhas e o brócolis em pedaços pequenos, descasque a cenoura e corte-a em cubinhos. Retire o líquido do milho.

Numa frigideira, aqueça o azeite e frite os cogumelos por 1 a 3 minutos. Adicione o brócolis, a cenoura, a abobrinha e o alho em pó, cozinhando por mais 4 a 5 minutos.

Adicione o arroz aos legumes, coloque mais sal se necessário. Acrescente o milho e o feijão, misture bem, diminua o fogo ao mínimo e cozinhe por 4 a 5 minutos.

Coloque o shoyu, misture e sirva.

Dica: você pode usar qualquer tipo de legume para este prato ou retirar algum dos ingredientes sugeridos. Por exemplo, se não gostar de feijão, elimine-o da receita. O processo de preparo é o mesmo.

Bom apetite!!

Receita: Camarões fritos gourmet, com abobrinha


Confira essa receita, de Camarões fritos gourmet, com abobrinha. Simples de fazer e delicioso!!

INGREDIENTES:

2 colheres de óleo vegetal
3 dentes de alho
2 abobrinhas
1 colher de shoyu
500 g de camarões crus sem casca
3 colheres de salsa mexicana (dissolva com 5 a 7 colheres de água, para não ficar muito líquida nem muito picante)
Sal e pimenta a gosto

MODO DE FAZER:

Pique finamente o alho, corte as abobrinhas em cubos.

Aqueça uma frigideira com óleo vegetal, adicione alho e frite por alguns segundos para liberar o aroma.

Adicione as abobrinhas, despeje a salsa mexicana. Frite por 5 a 8 minutos, ou até que os legumes fiquem macios. Tempere com pimenta a gosto.


Coloque as abobrinhas num prato e reserve. Na mesma frigideira, coloque os camarões (se a frigideira estiver seca após as abobrinhas, coloque um pouco de azeite). Cozinhe os camarões por 1 minuto sem mexer. Tempere com sal.

Acrescente as abobrinhas aos camarões, mexa bem e cozinhe por mais alguns minutos.

Adicione a salsa mexicana e misture bastante. O prato estará pronto. 

Como acompanhamento, você pode usar arroz.

Bom apetite!!


Estevão Terceiro lança o Aroma Bahia, inspirado nas prais baianas


O jornalista, assessor de imprensa e empresário de comunicação Estevão Terceiro acaba de anunciar a criação de sua nova empresa: a Aroma Bahia. Com loja virtual, a marca vai oferecer fragrâncias inspiradas na memória olfativa de quatro praias baianas – criada exclusivamente para aromatizar ambientes, lojas, automóveis e escritórios. Todos os 4 aromas têm seus conceitos e suas personalidades muito bem definidas – sempre de acordo com as praias nas quais eles foram inspirados: Itacaré, Praia do Forte, Trancoso e Barra Grande.

“São as quatro praias que eu mais gosto na Bahia, cada uma de sua maneira – então eu procurei trazer um pouco das sensações de bem estar que cada uma delas me passal, em formato de fragrâncias personalizadas para aromatizar os mais diversos tipos de ambientes” completa Estevão – que vai manter sua nova marca em paralelo à sua tradicional empresa de assessoria de imprensa e ao site Mundo Vip Bahia, que em 2020 ambos completam 15 anos de atuação no mercado.

Acompanhe as novidades no Instagram da empresa - @aromabahia , e se você mora em Salvador, solicite uma amostra grátis pelo direct que eles levarão até você pelo serviço de delivery setorizado. 

Mas, atenção, serão apenas os cem primeiros directs que chegarem vão receber a degustação em casa a partir da próxima semana.

Dicas infalíveis para dormir melhor.


Muitas pessoas estão tendo problemas com insônia. De acordo com a Associação Brasileira do Sono, de cada três brasileiros, pelo menos um tem insônia — distúrbio que se caracteriza pela dificuldade de começar a dormir, manter-se dormindo ou acordar antes do horário desejado.

A principal causa da insônia são os fatores psicofisiológicos, como expectativas, preocupações e estresse, e neste período de pandemia, com tantas notícias ruins, o problema tem aumentado. 

Outras causas frequentes da insônia são dores (em qualquer parte do corpo), uso de alguns medicamentos, doenças respiratórias e reumáticas. A boa notícia, no entanto, é que existem diversos meios de prevenção e tratamento da insônia. “A primeira coisa a ser feita é cuidar da higiene do sono, ou seja, limpar tudo aquilo que nos atrapalha para pegar no sono”, comenta Dr. Maurício da Cunha Bagnato, pneumologista no Hospital Sírio-Libanês e especialista em Medicina do Sono.


Veja a seguir dez dicas que podem te ajudar a higienizar o sono e evitar a insônia:

1) Adotar horários regulares de sono.

Procure deitar e levantar habitualmente nos mesmos horários, mesmo nos fins de semana.

2) Evitar dormir muito durante o dia.

Cochilos, quando possíveis, podem ajudar na disposição, mas acima de 30 minutos (em qualquer momento do dia) tendem a prejudicar o sono noturno.

3) Fazer atividade física pela manhã ou à tarde.

A prática de atividade física é essencial para a boa saúde e ajuda a dormir melhor, mas pode causar agitação. Por isso é melhor exercitar-se até seis horas antes de dormir.

4) Evitar bebidas com cafeína à noite.

Café, chá-preto, chá-mate, refrigerante e energético contêm substâncias estimulantes, como a cafeína. Por isso devem ser evitados até cinco horas antes de dormir.

5) Comer alimentos leves no jantar.

Alimentos pesados e ricos em proteína, quando consumidos em excesso à noite, podem atrapalhar o sono. Pratos leves com carboidrato, como um lanche natural, são mais indicados para induzir o sono.

6) Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Apesar de o primeiro efeito do álcool ser sedativo, depois de um tempo ele pode provocar agitação. Recomenda-se então evitar o consumo de álcool até seis horas antes de dormir e como indutor do sono.


7) Diminuir a exposição à luz durante à noite.

Ao escurecer, começamos a produzir melatonina — hormônio que ajuda nosso organismo a se preparar para dormir. Lâmpadas fortes, telas de computador, tablets e celulares podem atrapalhar a produção de melatonina, e devem ser reguladas ou evitadas durante à noite.

8) Criar um local aconchegante para dormir.

Iluminações do despertador, da rede sem fio (wireless) e do aparelho de TV a cabo podem prejudicar o sono, assim como barulhos da rua, ronco do parceiro ou da parceira e movimentações de animais domésticos. Devemos regular as luzes emitidas pelas telas de celular e tablets, durante à noite, para emitirem menos luz, e criar um ambiente totalmente escuro e silencioso para dormir.

9) Fazer atividades relaxantes à noite.

Um banho morno cerca de duas horas antes de dormir abaixa a temperatura corporal e relaxa, ajudando na indução do sono. Atividades como ler, pintar, bordar, escutar música calma e meditar também podem contribuir para isso.

10) Tentar não “brigar” com a insônia.

Ir para a cama sem sono não ajuda. O ideal é fazer alguma atividade com pouca luz e que não provoque agitação, como ler ou assistir a um programa de TV enfadonho. Se despertar, o ideal é retomar essas atividades até sentir sono novamente.

As insônias que persistem por mais de duas semanas são consideradas subagudas e exigem ajuda médica, pois podem se tornar um problema crônico. 

Também confira as dicas deste vídeo, do Canal Incrível, pois elas são bem interessantes e tenho certeza que poderão te ajudar



Bom sono!! Até a próxima postagem!!

Marcia Cruz



Empreendedorismo em tempos de pandemia



Por Daniel Balke*

O novo Corona vírus (COVID-19) veio com tudo nesse ano para abalar todas as expectativas de crescimento que tínhamos no país, um ser microscópico, mas com um poder de devastação gigantesco, e não estou falando no sentido da contaminação ao ser humano e sim ao de destruição da economia global.

Saímos de uma perspectiva segundo o Ministério da Economia de um crescimento de módicos 0,4% para uma retração de mais de 4% no ano de 2020, isso se não houver mais nenhuma surpresa neste caminho tortuoso.

Vemos brigas políticas entre governantes, disputando quem tem mais razão em uma situação que nunca antes havíamos enfrentado no mundo moderno, e no meio disso tudo, o empreendedor, que não sabe de abre, se fecha, se demite, se contrata ou suspende as atividades.

Porém, o brasileiro nunca desiste e sempre enxerga oportunidade onde para muitos não existe, e negócios inovadores surgem para o bem de uma sociedade que tanto sofre. A internet tem sido bem utilizada em plataformas de vendas on-line e Market Place por pequenos empresários e com custos bem abaixo do que antes se praticavam, o atendimento via WhatsApp e serviços delivery dispararam, mantendo os clientes em suas casas para respeitar o isolamento social.

Vários podcasts, webinars, cursos e palestras on-line dão dicas a quem antes nunca tinha se quer imaginado em trabalhar digitalmente. Termos que já fazem parte do dicionário de quem tem que trabalhar em qualquer momento.
Essa situação adversa claro que, com certeza, vai passar, e sairemos muito mais fortalecidos do que antes, e não seremos os mesmos.

Práticas administrativas, de controle, de boa gestão de negócios serão repensadas e para quem pensa que todas as inovações ficarão só na pandemia está redondamente enganada, isso será levado e aperfeiçoado para o resto de nossas vidas.

E viva a Vida!!!




* Daniel Balke

Contador, Auditor, 
Consultor de Gestão de Negócios
Corretor de Imóveis e Professor Universitário
Ex Presidente da ACIFV – Associação Comercial e Industrial de F. Vasconcelos
Assessor Especial do Sincomércio Alto Tietê






Quarentena: 3 dicas para fugir do tédio e da depressão.



No início tudo é novidade e até divertido. A quarentena ganhou ar de férias, um tempo de repouso para curtir mais um pouco sua família e também a sua casa. Dormir um pouco mais. Colocar a leitura em dia. Ver filmes e seriados.

A verdade é que o tempo foi passando e as pessoas começaram a entender que estar em casa, em si, não é ruim, o problema mesmo é não poder sair e não ter um tempo determinado para o fim do enclausuramento forçado e do distanciamento social. O tal achatamento da curva de contaminação vai sendo prorrogado, indefinidamente, e isso começa a criar um certo desconforto, e ansiedade. 

O tédio vai aumentando e as pessoas começam a ter dificuldade em fazer as coisas simples do dia a dia, como acordar cedo, sair da cama, fazer as refeições corretamente, cumprir uma agenda de trabalho de forma produtiva e feliz. Já não é tão divertido ficar o tempo todo dentro de casa, não é mesmo? 

Em algumas cidades, infelizmente, a realidade é pior ainda, pois alguns governadores insistem em aplicar o lockdown, apesar de tal medida está sendo criticada em países que adotaram o controle mais rigoroso, a exemplo da Itália, e até mesmo pela OMS - Organização Mundial de Saúde, que vem mudando seu discurso em relação a esta alternativa. A cidade de New York também é um exemplo de que o lockdown não funciona!

O ideal é que as pessoas possam manter o distanciamento social, com responsabilidade. Que as empresas possam funcionar com a devida cautela e recomendações de restringir a quantidade de pessoas no atendimento, e também de disponibilizar álcool em gel e até mesmo máscaras descartáveis para clientes que estiverem sem sua máscara de uso pessoal. Soluções existem, e é nelas em que devemos focar para sairmos da pandemia sem a economia está destruída, com pessoas desempregadas, famintas e depressivas, fragilizadas e vulneráveis ao suicídio, ou a atos de criminalidade, ou até mesmo de agressão familiar. 

Porém, enquanto a quarentena continua, vamos as três dicas prometidas para você enfrentar a situação de cabeça erguida, sem tédio, e sem depressão.


PRIMEIRA DICA

Minha primeira dica é: pare de ficar vendo programações que te levam à depressão, pois só mostram mortes e problemas! São tantas notícias ruins que você se sente impotente, derrotado e angustiado. 

Vai ficar se alimentando de previsões apocalípticas de algumas emissoras e de viver apavorado, esperando a morte chegar? Você e sua família merecem isto? Use o controle remoto, ou o botão de desligar. A casa é sua, o aparelho de tv é seu, e é você quem escolhe o que assiste! Combinado assim?



SEGUNDA DICA

Então, vamos a segunda dica: organize sua agenda! 

Acorde cedo e saia da cama. Tome banho, troque de roupa, mesmo que seja para ficar dentro de casa. Tenha seu local e seu tempo de trabalho, caso esteja em home office, e o mantenha limpo e organizado.

Se estiver desempregado, pare de dormir o dia inteiro! Aproveite os inúmeros cursos disponíveis, gratuitos, e estude! Use seu tempo livre para aprender coisas novas, e úteis, para sua vida. Pode ser cursos de desenvolvimento pessoal, cursos de atualização na área que você trabalha, ou até mesmo cursos de coisas que você sempre teve vontade de aprender, mas nunca teve tempo. 

Dizem que tempo é dinheiro. Eu prefiro dizer que TEMPO É VIDA!! O ontem já passou e o futuro ninguém sabe como de fato será, então, aproveite da melhor forma possível o seu hoje!


TERCEIRA DICA

Já parou para pensar que a quarentena pode ser vista como uma oportunidade das pessoas poderem reduzir o corre corre do dia a dia e poderem pensar melhor sobre si mesmas e sobre o seu futuro?

Aproveite essa pausa, mesmo que forçada, para se renovar! Até mesmo se reinventar! Quem você nasceu para ser? Quais são seus sonhos, de verdade? 

Reveja suas metas, renove as possibilidades, busque e enxergue as soluções, use sua criatividade a seu favor. Perceba que as crises são momentos de pessoas criativas virarem o jogo!

Planeje seu sucesso!! Acredite em você e conquiste a vida que você nasceu para viver!! 


DICA BÔNUS

Para encerrar, eu te deixo um dos meus poemas preferidos, "Viver não dói", de Carlos Drummond de Andrade. 

Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos, por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante
e paga pouco, mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim
que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

(Carlos Drummond de Andrade)


AJUDA GRATUITA, SE PRECISAR

Caso você sinta que precisa de ajuda para vencer o tédio e a depressão, procure ajuda em sua cidade ou peça indicação de um profissional com pessoas que você conhece.

Caso você precise de atendimento gratuito, CLIQUE AQUI! e confira essa matéria: Psicólogos oferecem atendimento gratuito durante pandemia.

Quem ama, cuida. Cuide de você e das pessoas que você ama!

Até o próximo post!!

Marcia Cruz
Jornalista | Coach  



Justiça e Judiciário: O que deve ser repensado.


Luiz Eduardo da Silva*

A situação trazida pela pandemia, que nos levou ao Estado de Calamidade Pública, gerando restrições, confinamentos, abalo na economia, instabilidade no trabalho, dentre outras mudanças, exige que se olhe para o vem quem por aí, com relação a acesso à justiça.

Duas coisas são hábitos comuns. Buscar o Judiciário, e ainda que demore, aguardar o atendimento físico, mesmo que em tempo de processos digitais.

É preciso lembrar que o Brasil tem mais de 100 milhões de processos em andamento, segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça.

Além de haver grande número de demandas que se assemelham, é importante destacar que o Estado (leia-se União, Estado, Municípios e entes públicos como autarquias) ocupa a maior parte destas ações em andamento. É o maior litigante, seguido pelas Instituições Financeiras do país.

Importante destacar que a maioria das ações versa sobre direito patrimonial disponível, ou seja, situações em que se é possível transacionar.

No nosso universo jurídico hoje, são várias as portas que permitem a solução de controvérsias, contemplando saídas adequadas para resolver disputas, ainda mais as que se assemelham.

Além dos métodos de negociação e mediação, que hoje já contam com suporte de plataformas digitais, há nessa linha, a possibilidade de solução administrativa destes problemas, sendo exemplos as empresas 99 (app de táxis) e Mercado Livre. Nestes casos, grande parte dos conflitos são resolvidos administrativamente em plataformas digitais.

A necessidade de se aliar métodos resolutivos céleres, à implementação de práticas em plataformas digitais, podem somar-se, no caso do Judiciário, aos processos eletrônicos.

Não se quer com isso afastar a humanização das relações, porém facilitar a forma de condução dos procedimentos, ainda mais se estiverem tramitando no Judiciário.

Neste caso – do Judiciário – já conta ele como o processo eletrônico, podendo desenvolver sistema de catalogar de forma eletrônica, as informações referentes aos processos e ser objetos, criando um Big Data judicial, como já ocorre em escritórios de advocacia e em instituições que coordenam atendimento pelos métodos alternativos já mencionados, sendo forma de aprimorar o acesso à justiça, tanto no Judiciário quanto fora dele.


O caminho a percorrer para implementação destas mudanças exige antes de tudo, vontade de melhorar o sistema, e cabe aos operadores de direito e as entidades que conduzem seus interesses, adotar medidas efetivas para que num futuro breve já se tenha avançado para que todo aquele que buscar caminhos para resolver conflitos, o faça não necessariamente via Judiciário, e se for ali o caminho, que haja agilidade e celeridade que hoje não existe.



* LUIZ EDUARDO DA SILVA

Advogado, árbitro, Presidente do INSTITUTO DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM DO ALTO TIETE e da COMISSÃO DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM DA OAB MOGI DAS CRUZES SP.




A administração pública e seus contratos durante o Covid-19


Luiz Eduardo da Silva*

É necessário ao gestor público que fique atento ao que pode realizar em termos de contratação ante o estado de calamidade pública decretado por conta da pandemia do coronavírus que estamos atravessando.

Cumprir contratos vigentes trará impactos naturais e crise certa no seu cumprimento em razão do momento que estamos passando. Em relação aos contratos mantidos pela administração pública o cenário é idêntico, talvez pior, sendo certo que já estão sendo ou serão diretamente ou indiretamente afetados.

Basta ver os contratos firmados com empresas que trabalham com produtos ou insumos importados, que tiveram seus custos elevados, refletindo na cadeia que precifica os produtos, que certamente não levaram em consideração a pandemia que provocou, mas principalmente a valoração do dólar.

Vale ressaltar que  empresas já contratadas também poderão ter problemas com a falta de insumos, seja em razão de desabastecimento de algum setor obrigatoriamente paralisado por não ser considerado essencial, ou ainda e sobretudo  pelo fato de boa parte das importações estarem com análise nas barreiras alfandegárias atrasada em razão da prioridade por medicamentos e produtos hospitalares.

Há ainda o risco de que as autoridades administrativas exijam o cumprimento do contrato nos moldes previamente estabelecidos. No entanto, deve-se enaltecer que a própria lei de licitações estabelece a possibilidade de restabelecimento do equilíbrio econômico financeiro dos contratos.

Prevê a lei de licitações, permissão de se formalizar pedido de restabelecimento do equilíbrio econômico financeiros nos contratos e com isso possibilitar que sejam revistas condições antes estabelecidas diante do que as mudanças traduzem, levando-se em conta a variação de moedas de câmbio e a imprevisibilidade que hoje norteia os contratos.

Considerando que os contratos trazem prazos e cronogramas assumidos com a administração pública, sugere-se que as empresas contratadas formalizem nos respectivos processos administrativos, pedidos de prorrogação de prazo para execução, instruindo com documentos que deem sustentação ao pleito, ainda que a calamidade pública seja evidente.

Respeitar o princípio da formalidade é necessário, já que as licitações exigem em suas regras que as alterações de qualquer natureza devem ser objeto de justificativa, para que não se adotem medidas visando apuração e aplicação de penalidade por atraso e cumprimento do contrato.

Portanto, havendo interferência do estado de calamidade pública, direta e ou indiretamente sobre o contrato, as alterações, quer para a dilação de prazo com as demonstrações devidas que ressaltem a imprevisibilidade e a força maior, como por exemplo abastecimento de insumos necessários ou justificados atrasos locais no fornecimento.  



A atitude de negociação, a prática colaborativa pois, será de grande valor que haja um esforço conjunto entre contratantes e contratados, deixando acima de tudo os requisitos trazidos no artigo 37 da Constituição Federal, visando seja  mantido o equilíbrio econômico dos contratos e a própria  saúde financeira dos envolvidos, sendo disponível inclusive, ferramentas como a mediação e a arbitragem, ainda que os contratos não prevejam sua utilização, possibilitada através da Lei 13.129/15 que alterou a lei de arbitragem e possibilitou ao Poder Público valer-se destes métodos de solução de disputas.

Com isso visa-se mais que nunca, evitar rescisão contratual ou suspensão temporária do contrato com base como previsto na Lei de Licitações.


Novos tempos, com novas ideias e novos métodos. Legais antes de tudo, mas com um viés de praticidade, rapidez, eficiência e segurança jurídica.


* LUIZ EDUARDO DA SILVA

Advogado, árbitro, Presidente do INSTITUTO DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM DO ALTO TIETE e da COMISSÃO DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM DA OAB MOGI DAS CRUZES SP.